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6.3.09

In Rainbows

Os dias em Belo Horizonte têm sido bem quentes. Aconteceu de hoje chover bastante. Uma chuva boa, com cheiro, muito barulho, com cores e com música:



Aproveitem o fim de semana!

21.12.08

Vista da janela

Belo Horizonte - Minas Gerais
foto:. Gyanfranco Briceño

9.12.08

sou do mundo...

Praça da Estação - Belo Horizonte - Minas Gerais.
foto:. Gianfranco Briceño

20.11.08

sã paulo



vídeo:. sã paulo, sã solidão
de:. daniel ayer quintela

e-mail:. danielquintela81@gmail.com

20.10.08

Respire...

Me enviaram este link e resolvi postar. Espero que gostem!

por:. SmellyCat.com.br

Mickey 3D não é uma animação do Mickey, é uma banda francesa que criou uma animação para o hit de março de 2003, Respire. Dirigido por Jerôme Combe, Stéphane Hamache e André Bessy; este vídeo é uma história bem bonitinha, mas que ao mesmo tempo serve como uma denúncia do que estamos fazendo com o meio ambiente, levando-o para sua destruição. Além disso, se você for reparar nas cenas, vai achar que já as viu antes. Isso porque o videoclipe se utiliza de diversas cenas “padrões” de filmes e outros desenhos animados. Mas tudo isso tem um motivo, assista até o final e descubra…

30.9.08

Bom dia!


Mário Quintana

'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.


Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,

a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

19.9.08

Bom fim de semana!



Buttons, c.1959
Andy Warhol

5.8.08

Ela não era linda?

23.7.08

Nossa eterna musa inspiradora

Hoje cedo escutei Moonriver e me lembrei imediatamente da Audrey cantando essa música na janela do seu quarto em Bonequinha de Luxo.
Meiga, delicada, linda, extremamente elegante e com um bom gosto incomparável, ela vem inspirando moçoilas de várias gerações...







13.7.08

E um, dois, três, quatro!

“É um menino tão sabido, doutor, ele quer modificar o mundo
Esse tal de Roque Enrow, Roque Enrow
Roquem é ele? Quem é ele? Esse tal de Roque Enrow?
Uma mosca, um mistério, uma moda que passou?
Um planeta, um deserto, uma bomba que estourou?
Ele, quem é ele? Isso ninguém nunca falou...”
(Esse tal de Roque Enrow – Rita Lee)


Quem sopra velinhas hoje é o bom e velho Rock n’ Roll! Por conta do barulho, a monaLou não poderia deixar passar em branco uma data "so fuck special!" (Creed- Radiohead). Como o foco aqui no blog é moda, não fica difícil apostar no assunto da vez: Vivienne Westwood. Foi a Lady* Vivienne quem celebrou o casamento entre a moda e o rock, criando o estilo peculiar do movimento punk. Casada com o produtor dos Sex Pistols, a Lady vestia os componentes da banda com um “ar” de marginalização, irreverência, excentricidade e rebeldia. Desse casamento vieram os subgrupos do “rock-moda” que até hoje são identificados: os grunges, os metaleiros, emos e muitos outros... e com certeza ela não tinha idéia do rumo que este acontecimento estético tomaria...
E mais, Vivienne inseriu a moda inglesa no circuito internacional criando coleções que sempre tiveram muitos exageros, num mix de cortes dos séculos XVII e XVIII, em tecidos puídos e cores intensas... o resultado é: moda-rock-atitude! Antenada com os acontecimentos no mundo, criou camisetas com frases inusitadas do tipo: "Eu não sou terrorista, por favor, não me mate", feita em edição limitada em 2006, protestando contra as duvidosas leis anti-terroristas adotadas pelo governo inglês.
Já nas terras tupiniquins, a estilista também fez seu manifesto! Junto com a Melissa, criou um modelito para o inverno 2008 com seu nome. São sandálias de cores vibrantes e estilo forte que fazem sucesso nos pés das mais estilosas.
Enfim, no dia mundial do rock esta estilista rebelde faz parte do mundo da música e da moda, marcando um antes-e-depois na história de ambos (quer mais atitude do que isso?) e por conta da data não dá pra deixar a Lady de fora...
Então "aumenta que isso aí é rock n' roll" (Celso Blues Boy), porque "o pulso ainda pulsa!" (Arnaldo Antunes). Blaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...



* "Panic on the streets of London" : não é que aos 64 anos ela ganhou o tíitulo de Lady da Rainha Elizabeth II da Inglaterra!!! ... "Could life ever be sane again?" (The Smiths), rs!
estilo punk...


estilo Vivienne Westwood!

4.6.08

Boa noite!

19.4.08

Arte na cidade

Só mais um exemplo de interveção urbana que vi em Buenos Aires, para complementar o post anterior...
São formas de deixar a cidade mais interessante, mais bonita e com um maior diálogo com o cidadão.

18.4.08

aBra os OlhOs pAra a Arte UrBana

Algumas semanas atrás, um amigo me enviou um vídeo que mostra uma intervenção na cidade de São Paulo, feita pelo artista Alexandre Órion. Por gentileza do destino, a revista Vida Simples deste mês, fez uma reportagem sobre "Artivismo" (arte + ativismo) colocando este trabalho como um exemplo do que artistas andam fazendo pelas grandes cidades. Aqui segue uma parte da matéria e o vídeo para quem quiser conferir:


texto: márcia bindo
revista: vida simples - abril de 2008
"Quando o túnel subterrâneo que passa sob a avenida Cidade Jardim, em São Paulo, foi inaugurado, seu interior era todo amarelinho. Em poucos dias, as chapas de ferro das laterais do túnel foram escurecendo até ficarem um negrume só. Estranhando a cor, o artista Alexandre Órion decidiu ver o que era, passou o dedo e pronto: saiu uma camada densa de fuligem. Ficou horrorizado. Queria limpar aquela sujeira, mas não sabia como, conta. O incômodo ficou em sua cabeça. Ele enxergou o túnel como uma catacumba urbana e que, se ele escavasse a fuligem, iria achar ossadas. Por 13 madrugadas, em julho do ano passado, Órion ia até o túnel Max Fefer e, com um pedaço de pano úmido, ia limpando a fuligem ao mesmo tempo que desenhava caveiras, uma intervenção que chamou de Ossário. A polícia vinha reclamar, mas não tinha argumento. Eu não estava pichando, estava limpando o túnel, diz.
Há mais de dez anos Órion usa as paredes abandonadas das cidades para questionar o que é feito com o lugar em que vivemos. Também usa a fuligem coletada dos panos encardidos como pigmento para pintar suas telas. Uma maneira de levar um pouco das ruas também para as galerias. A arte de rua por si só é uma desestruturadora social, leva a sociedade a repensar o espaço e a vida na cidade, diz Eduardo Brandão, professor de arte da FAAP e galerista da Galeria Vermelho, em São Paulo. Cada vez mais as galerias estão buscando os artistas de rua para expor em seus espaços, e artistas de galeria estão achando interessante fazer trabalhos nas ruas, diz ele. O que reflete um interesse maior por uma arte que cria diálogo com a cidade e com todos os que participam dela".




Ossário

4.4.08

O rebolado chega ao paraíso

Uma despedida que vira chegada em homenagem à alegria dos anjos
texto: joão m. salles
revista: piauí - fev de 2008
Em 1958, importante mesmo era balançar os quadris. Àquela altura do campeonato, a década que tinha começado tão comportada estava levada da breca. O rock havia mandado às favas a compostura. Para um exército de pais escandalizados, na melhor das hipóteses aquilo era música de crioulo; na pior, era o que se dançava no inferno, na companhia do Excomungado. A garotada pouco se lixava. O essencial era saber imitar aquele branquelo com alma de negro chamado Elvis. Na falta de DNA à altura, só treinando muito.
Aparentemente, Deus tomou o partido dos filhos. Não fosse assim, jamais teria posto no mundo Richard Knerr, a quem chamou de volta no último dia 14, data em que o paraíso se tornou um pouco mais divertido. O homem, que era pândego até no sobrenome — sabe-se lá por que, Knerr pronuncia-se “nur” —, ouviu falar de uma meninada australiana que, na falta de coisa melhor, fazia exercícios aeróbicos com aros de madeira. Decidiu dar uma espiada. Um professor de educação física fez a demonstração: gira daqui, gira dali, e enquanto o aro não caísse era suor na certa. Foi uma epifania. Knerr e seu sócio e amigo de infância Arthur Melin (a quem só falta uma consoante para ficar com nome de mago) levaram a idéia para os Estados Unidos, trocaram a madeira pelo plástico colorido, inventaram um nome pra lá de bom e começaram eles mesmos a demonstrar a novidade nos playgrounds ensolarados da Califórnia. Criava-se ali a mãe de todas as manias. Antes do cubo mágico, do pogobol, do Pacman e do Pokemon, o mundo se rendeu aos pés — ou, no caso, aos quadris — do Hula Hoop, por aqui batizado de bambolê.
Nos seis primeiros meses, venderam-se 20 milhões de unidades, a 1,98 dólar cada; no primeiro ano, já eram 40 milhões de quadris se remexendo; em 1960, Knerr e Melin deram uma reboladinha na direção do céu, em agradecimento aos 100 milhões de bambolês vendidos, marca jamais atingida por nenhum brinquedo até hoje. Não houve menina loura, rapazinho sardento ou neguinho que não remexesse as ancas ao som do hit do ano, Johnny B. Goode, de Chuck Berry. Era tudo o que a sisudez dos anos 50 precisava. O bambolê era uma piada do Juquinha no meio de um chá de senhoras, uma bola de chiclete que estourava — ploc! — num jantar de gala. A novidade foi lançada pela empresa de fundo de garagem que Knerr e Melin fundaram em 1948. No início, eles fabricavam estilingues para arremessar pedaços de carne (!) na direção de seus falcões de estimação (!!). O zumbido do elástico — whammmmm — e o baque seco da munição ao atingir o alvo — O! — deram nome ao negócio: Wham-O. Divertiam-se tanto que nunca se preocuparam em saber direito quem era o presidente e quem era o vice da companhia.
Em 1955, deram a primeira tacada. Passeando por um estacionamento, Knerr reparou numa barraquinha de camelô em que um inspetor de prédios de Los Angeles, Walter F. Morrison, vendia uns objetos esquisitos que chamava de Pluto Platters, Discos de Plutão. A idéia era ganhar uns trocados em cima da obsessão dos americanos pelos UFOs. Knerr convenceu Morrison a vender a patente para a Wham-O e levou a geringonça ao seu diretor de produtos, que, depois de coçar a cabeça, incrementou a aerodinâmica do disco acrescentando anéis concêntricos em relevo no topo do bicho. Bastava agora pegá-lo pelas bordas e atirá-lo longe — mas só depois, é claro, de batizá-lo com um nome memorável. Na Universidade Yale, os alunos costumavam se alimentar com as tortas semiprontas da Frisbie Baking Company. Terminado o almoço, brincavam de jogar pra lá e pra cá a lata da iguaria. Conta a lenda que Knerr não hesitou: trocou um i por um segundo e e deu ao mundo o Frisbee. Os parques nunca mais foram os mesmos. A relação dos homens com seus cães também não.
Dali em diante, foram (quase) só glórias. No início de 1960, um engenheiro químico criou acidentalmente um plástico com a incrível característica de não parar quieto. Sem ter o que fazer com a invenção, resolveu levá-la à Wham-O. Plim! Knerr e Melin decidiram que aquilo dava uma bola endiabrada. Batizaram-na de SuperBall (estavam num dia menos inspirado), criaram um slogan esperto — “50 mil libras comprimidas de energia!” (um pneu de automóvel usa apenas 26 libras) — e lançaram o brinquedo no mercado. Sucesso retumbante. Para alegria das crianças, a bolinha só parava de quicar depois de destruir vasos, quadros, abajures e a louça da mamãe. Animado, Knerr fez um protótipo descomunal — a SuperBall Gigante — e o soltou do 23º andar de um hotel na Austrália. O bólido rebateu no chão, subiu de volta até o 15º andar e foi se espatifar em cima de um carro conversível, do qual só sobrou o motor. Knerr se divertiu muito. Nessa história de tantos sucessos – mais de setenta produtos em quase cinqüenta anos – nem tudo deu certo. Durante um safári na África, Knerr ficou sabendo de uns peixes que depositavam a ova na lama seca. Meses depois, na época das chuvas, nasciam os peixinhos. “Humm...”, pensou, “peixes instantâneos...” Voltou para casa, importou a lama com os ovos e vendeu o produto como uma espécie de bichinho de estimação desidratado: “Instant Fish! Compre o pacotinho, acrescente água e ganhe um aquário”. Infelizmente, os ovos não resistiram bem à viagem e muitas criancinhas tiveram de perguntar a seus pais por que ganharam lama de Natal. Outro fiasco foi a tentativa de lucrar com o medo-pânico de uma guerra entre as superpotências. A Wham-O ofereceu, via correio, um faça-você-mesmo-seu-abrigo-nuclear por apenas 199 dólares. Não deu. Knerr devia saber que tinha vindo ao mundo não para espalhar o pânico, mas a alegria.
Depois de anos e anos de invenções maravilhosamente idiotas — quem nunca lambuzou o cabelo da irmãzinha com aquele aerosol que disparava fios meio pegajosos? —, a Wham-O acabou sendo vendida para a Mattel, criadora da boneca mais famosa do mundo. Barbie era comportada demais para fazer companhia aos inventores mais desajuizados da história. Imagine-se o escândalo: ela e Ken rebolando com um bambolê... Resultado: a Wham-O hoje é um fiapo do que já foi. Arthur Melin despediu-se do mundo cinco anos antes do parceiro. O consolo é que a companhia criada pelos dois sobrevive na lembrança de milhões de adultos e na canção de Billy Joel, que em poucos versos reúne a memória de uma época:
... Little Rock, Pasternak, Mickey Mantle, Kerouac Sputnik, Chou En-Lai, “Bridge On The River Kwai”.
Lebanon, Charles de Gaulle, California baseball Starkweather, Homicide, Children of Thalidomide Buddy Holly, “Ben Hur”, Space Monkey, Mafia Hula Hoops, Castro, Edsel is a no-go.
U2, Syngman Rhee, payola and Kennedy Chubby Checker, Psycho, Belgians in the Congo …
E para quem ainda não está convencido de que isso é uma chegada, aqui vai a requebrada final: 1958 está fazendo 50 anos.